Síndrome de May-Thurner

Síndrome de May-Thurner

História

O primeiro Stent implantado em uma veia de grande calibre dentro do abdome de um paciente foi realizado em 1988 pelo Dr. Zollikofer. Nesta época ainda não se conhecia uma alteração da anatomia das grandes veias nesta região chamada Síndrome de May-Thurner ou Síndrome de Cokett.

Depois de alguns anos, estes médicos observaram que existia um número muito maior de tromboses venosas profundas em pernas esquerdas do que nas direitas, especialmente em mulheres jovens. Esta diferença chegava a alguns estudos clínicos a 15/1.

Na maioria dos casos, quando se tratou a trombose venosa, esta alteração da anatomia das veias da região da veia cava inferior quando se divide nas veias ilíacas comuns direita e esquerda acabou aparecendo, sendo a principal causa da formação dos coágulos naquele ponto.
 

O que é a Síndrome de May-Thurner (ou Cokett)?

A compressão da veia ilíaca comum esquerda quando é cruzada pela frente pela artéria comum direita e por trás pela coluna lombar foi descrita em 1957 por May e Thurner, a partir de trabalhos realizados com dissecções de 960 cadáveres para avaliar a anatomia local. A compressão foi encontrada em 22% dos casos. Baseados nestas observações, a freqüência em adultos foi estimada entre 20 e 34%. As opiniões deferem se a condição é adquirida ao longo da vida ou se constitui em anomalia congênita.

A veia fica "presa" entre a artéria e a coluna, estruturas bem mais fortes do que ela e que, comprimindo a veia, causa um estreitamento importante que leva a uma dificuldade da passagem do sangue neste local.

Esta compressão da veia ilíaca comum esquerda explica a maior incidência de trombose venosa no membro inferior esquerdo - proporção de 3:1 em relação à perna direita, chegando em alguns estudos clínicos a 15:1.

Como ela atua na trombose venosa profunda

Como existe uma compressão da veia pela artéria e pela coluna lombar, a veia ficará com um grande estreitamento da passagem do sangue neste ponto. É como se uma avenida com diversas pistas de repente tivesse uma ponte com apenas uma pista - um grande engarrafamento se forma e os carros praticamente param.

Ocorre à mesma coisa nesta doença: o estreitamento funciona como a ponte, e o sangue praticamente para neste ponto para passar. Acontece que o sangue, quando diminui muito sua velocidade, sofre uma alteração de sua composição química, a qual leva à formação de um coágulo (trombo) dando início à trombose venosa profunda.

Ela sempre começa no ponto do estreitamento da veia, e dali se estende para cima e para baixo, produzindo os quadros clínicos da TVP

Em alguns pacientes, que já apresentam doenças do sangue (trombofilias), esta compressão funciona também como um "gatilho" da formação dos coágulos, pois que o sangue já tem uma propensão pela sua própria doença de formar trombos quando aparecem as condições desencadeantes (compressão).

Como se faz o diagnóstico da Síndrome de May-Thurner

A compressão da veia ilíaca comum esquerda explica o porquê das tromboses acontecerem predominantemente na perna esquerda. Muitas pessoas com a compressão clinicamente "oculta" ou até mesmo trombose são assintomáticas.

A Hipertensão Venosa pré-trombótica pode estar presente, com sintomas de varizes, dor, peso, cansaço e edema da perna, mas permanence muitas vezes sem o diagnóstico. Às vezes as pacientes notam diferença no tamanho das pernas ou no tamanho dos pés quando vão comprar sapatos, mas podem ser ignoradas. Realmente, esta condição deveria ser suspeitada em qualquer pessoa com trombose venosa profunda do membro inferior esquerdo ou sintomas de Insuficiência Venosa Crônica mais importante no membro inferior esquerdo.

Existem três exames de imagem que fazem o diagnóstico do problema:

1. Ultrassom Doppler Colorido: é o exame mais fácil de realizar, com baixo custo e sem a necessidade de se puncionar veias ou injetar contrastes. O problema deste exame é que, por ser realizado externamente, às vezes não consegue visualizar as veias dentro do abdome, exatamente onde está à alteração anatômica da Síndrome de May-Thurner. Se o paciente for magro, a possibilidade de se estudar esta região aumenta, mas mesmo assim existe a chance do médico que for realizar o exame não consiga fazer o diagnóstico.

2. Angiotomografia: apesar da necessidade de se injetar contraste por uma veia periférica, é o exame que melhor pode estudar esta doença sem a necessidade de punção direta das veias tronculares e injeção de quantidades maiores de contraste. Mesmo pacientes obesos podem se submeter a este exame que, devidamente realizado, fará o diagnóstico em mais de 95% dos casos, mostrando inclusive a presença de trombos e a extensão do problema. É hoje o exame que realizamos para o diagnóstico e preparação para o procedimento endovascular, proporcionando todas as informações que necessitamos para traçar as estratégias dos procedimentos, seleção do material necessário, etc.

3. Angiografias: é o exame padrão para o diagnóstico, já que se visualizam completamente todas as veias do membro afetado e as veias abdominais. Por ser mais caro e significar a punção com cateteres das veias principais, guardamos este procedimento para o tratamento endovascular propriamente dito, pois é parte integrante do protocolo da sua realização

Como se trata este problema?

O tratamento da Síndrome de May-Thurner está SEMPRE indicado em três situações:

1. Presença da compressão e trombose venosa associada: em muitos casos de TVP na região da veia cava inferior / bifurcação das veias ilíacas, após o tratamento endovascular da TVP, se faz o diagnóstico da SM-T, a qual é então também tratada com técnicas endovasculares, solucionando a causa da trombose;

2. Presença da compressão, sem trombose, mas com sintomatologia importante: pacientes com sintomas de insuficiência venosa severa no membro inferior esquerdo, principalmente mulheres jovens, devem pesquisar a SM-T, pois o tratamento endovascular desta alteração resolve a imensa maioria dos sinais e sintomas relacionados;

3. Presença da compressão, sem trombose, sem sintomas, mas com diagnóstico de Trombofilias: nesta situação, as compressões associadas às alterações da composição bioquímica do sangue representam uma condição de risco muito alta de trombose venosa e deve ser tratada para evitar a complicação da TVP e até embolia pulmonar associada.

O Tratamento Endovascular

O tratamento endovascular compreende a introdução de um catéter na veia que vai infundir uma droga que dissolve os coágulos que estejam presentes na região (nos casos de TVP associada) - drogas trombolíticas - e depois a realização de dilatações da região comprimida com balões de angioplastia (cateteres com pequenos balões infláveis na ponta).

Após a dilatação das veias que estavam doentes existe a necessidade de mantê-las abertas para que o sangue circule normalmente. Para isto, implantamos os chamados Stents, que são como "canudos metálicos" que se expandem no segmento da veia a ser tratado e se fixa ali, mantendo a veia aberta permanentemente.

Quais os resultados do tratamento convencional e do endovascular?

O tratamento convencional da TVP aguda com anticoagulantes e repouso no leito servem apenas para interromper o processo de formação de novos coágulos, não interferindo naqueles já formados e que obstruem o fluxo normal do sangue em veias tronculares. Por causa disto, o processo crônico pós-trombótico evolui ao longo de anos até que os pacientes apresentem os sinais e sintomas da Síndrome Pós-Trombótica (SPT) com queixas que vão desde o edema e varizes nos membros afetados até as úlceras de estase.

De 10 a 30% dos casos de TVP aguda desenvolverão a SPT nos 5 anos seguintes ao evento inicial. Isto representa aproximadamente 120.000 pacientes
por ano com estas alterações. As úlceras de estase acometem 4 a 6% destes pacientes, com graves conseqüências do ponto de vista sócio-econômico.

O tratamento endovascular tem como fundamento a possibilidade de, através de técnicas utilizando catéteres, balões de angioplastia, endopróteses e medicamentos fibrinolíticos, reconstruírem os vasos sanguíneos tronculares obstruídos, reconstituindo o fluxo sanguíneo normal pelas vias axiais principais. Este novo tipo de tratamento tem mostrado resultados superiores ao tratamento convencional, tanto do ponto de vista clínico com melhoria dos sinais e sintomas prévios, como também no que se refere aos resultados anatômicos, funcionais e angiográficos.

Veja os respectivos percentuais de recanalização da veia:


A utilização do tratamento endovascular disponível em associação com as drogas fibrinolíticas constituem o eixo principal do procedimento de revascularização venosa. As diversas maneiras como estes materiais e medicamentos são empregados variam de caso a caso, dependendo de fatores como a localização, extensão e tempo entre o diagnóstico e o tratamento.

Texto elaborado pelo Dr. Franciso Osse

Circo brasil: Aqui você é o palhaço!

LULA DECLAROU OUTRO DIA:

"Na verdade, não sei quando sou presidente e quando sou candidato."

O Zé Simão, humorista da BAND,  na Folha de São Paulo, inteligentemente acabou com a dúvida:
"Quando ele está fazendo merda é presidente; quando está prometendo merda é candidato".
e completa: "Quando ele sabe de tudo, é candidato;  quando não sabe de nada, é presidente".

Cozinha

Eu quero uma parede preta em minha cozinha para usar como quadro negro! 







7 Estranhos Crimes Não Resolvidos

Algumas das coisas mais inquietantes na vida não são o que é conhecido... Eles são o desconhecido. Mistérios por resolver fazem o nosso cabelo ficar em pé, porque são ameaças que ainda pairam no ar. Por que ou como nunca serão respondidas. Trata-se de 7 dos mais arrepiantes crimes não resolvidos no registro. Suas circunstâncias são totalmente bizarras e podem nunca serem plenamente compreendidos.

O roubo do museu Gardner: Em 1990, dois homens vestidos como policiais fizeram um dos maiores roubos da história do museu. Eles foram para o Museu Isabella Stewart Gardner e amarraram os guardas de plantão. Eles, então, roubaram peças de Vermeer, Rembrandt, Degas e Manet. Levaram mais de US $ 500 milhões em pinturas, esculturas e artefatos. A recompensa de 5 milhões ainda é oferecida a qualquer informação que leve à recuperação das obras de arte roubadas.

O assassino do Tylenol: No outono de 1982, sete pessoas da área de Chicago morreram ao tomar Tylenol que havia sido contaminado com cianureto. O Tylenol foi retirado das prateleiras e as autoridades alertaram as pessoas em toda parte sobre a droga. Dentro de seis meses, o setor federal anti-adulteração foi criado para evitar tragédias semelhantes. Nenhuma prisão foi feita.

Jack, o Estripador: Este estripador aterrorizou o distrito de Whitechapel de Londres em 1888. Houve vários assassinatos, com a maioria das vítimas sendo prostitutas cujas gargantas foram cortadas antes das mutilações abdominais. O grande número de ataques contra mulheres no East End durante esta época acrescenta incerteza de quantas vítimas foram mortas pela mesma pessoa. Onze assassinatos em separados, que se estendem a partir de 03 de abril de 1888 a 13 de fevereiro de 1891, foram incluídos em uma investigação na Polícia Metropolitania de Londres.

Os mascarados executados: Em 1996, um menino no Brasil encontrou dois cadáveres. Os corpos não lesionados, ambos vestindo ternos, foram identificados como dois técnicos eletrônicos locais. Uma garrafa de água vazia foi encontrada perto dos corpos e os dois homens usavam máscaras de chumbo que “protegia” contra a radiação. Um pequeno livro de anotações também foi encontrado que dizia: "16:30 estar no local acordado. 18:30 cápsulas Andorinha, após efeito proteger metais aguardar o sinal de máscara." As cápsulas mataram os homens, mas a polícia foi incapaz de determinar o por que eles foram levados a cometerem tal fato.

Harry Winston Heist: Em 2008, um grupo de quatro homens vestidos de mulheres entrou em uma joalheria parisiense exclusiva, armados com uma Magnum 357 e uma granada de mão. Os quatro homens, apelidados de "Panteras Rosa," roubaram US $ 108 milhões em diamantes. Uma recompensa de US $ 1 Milhão de Dolares permanece intacta por informações que levem a uma prisão.

O Caso Taman Shud: Em 1948, "o Homem Somerton" foi encontrado morto na praia. Não havia sinais de trauma ou vestígios de veneno. Ninguém pôde descobrir como o homem morreu. Todas as etiquetas de identificação na roupa do homem tinham sido removidas e havia uma nota estranha dentro de um bolso secreto em suas calças que dizia "Tamam Shud", que significa "terminou." Mais tarde a polícia descobriu que a nota tinha sido arrancada de uma rara coleção de poemas chamado "o Rubaiyat de Omar Khayyam", que foi encontrado em um carro nas proximidades do local.
Dentro desse livro foi encontrado uma pequena mensagem, codificado que permanece sem solução até hoje.

A Dália Negra: Corpo de 22 anos da atriz Elizabeth Short foi descoberto em Los Angeles em 15 de janeiro de 1947 cortado ao meio e sem sangue. Os cantos de sua boca haviam sido cortados 7cm em cada lado, deixando sua boca com um sorriso macabro. A polícia trabalhou lado a lado com a imprensa para divulgar informações sobre o caso. Nenhuma prisão foi feita, no caso, apesar de quão bem conhecido que é.


É inacreditável que cada um destes crimes permaneceu sem solução por décadas, e no caso de Jack, o Estripador, por mais de um século. Os assassinatos destruíram inúmeras vidas, mas não há respostas para as famílias das vítimas. É verdadeiramente inquietante.

Mil e uma noites

As Mil e uma Noites


As Mil e Uma Noites (em árabe: كتاب ألف ليلة وليلة; transl.: Kitāb 'alf layla wa-layla, "O Livro das Mil e Uma Noites"; em persa: هزار و یک شب; transl.: Hezār-o yek šab) é uma coleção de histórias e contos populares originárias do Médio Oriente e do sul da Ásia e compiladas em língua árabe a partir doséculo IX. No mundo ocidental, a obra passou a ser amplamente conhecida a partir de uma tradução para o francês realizada em 1704 pelo orientalista Antoine Galland, transformando-se num clássico da literatura mundial.
As histórias que compõe as Mil e uma noites tem várias origens, incluindo o folclore indiano, persa e árabe. Não existe uma versão definida da obra, uma vez que os antigos manuscritos árabes diferem no número e no conjunto de contos. O que é invariável nas distintas versões é que os contos estão organizados como uma série de histórias em cadeia narrados por Xerazade, esposa do rei Xariar. Este rei, louco por haver sido traído por sua primeira esposa, desposa uma noiva diferente todas as noites, mandando-as matar na manhã seguinte. Xerazade consegue escapar a esse destino contando histórias maravilhosas sobre diversos temas que captam a curiosidade do rei. Ao amanhecer, Xerazade interrompe cada conto para continuá-lo na noite seguinte, o que a mantém viva ao longo de várias noites - as mil e uma do título - ao fim das quais o rei já se arrependeu de seu comportamento e desistiu de executá-la.

Sinopse

A história conta que Xariar, rei da Pérsia da dinastia dos Sassânidas, descobre que sua mulher é infiel, dormindo com um escravo cada vez que ele viaja. O rei, decepcionado e furioso, mata a mulher e o escravo, convencendo-se por este e outros casos de infidelidade que nenhuma mulher do mundo é digna de confiança. Decide então que, daquele momento em diante, dormirá com uma mulher diferente cada noite, mandando matá-la na manhã seguinte: desta forma não poderá ser traído nunca mais.
Passam-se assim três anos durante os quais o rei desposou e sacrificou inúmeras moças, trazidas à sua presença pelo vizir (equivalente a um primeiro ministro) do reino. Certo dia, quando já quase não havia virgens no reino, uma das filhas do vizir, Xerazade, pediu para ser entregue como noiva ao rei, pois sabia de um estratagema para escapar ao triste fim que alcançaram as moças anteriores. O vizir apenas aceita depois de muita insistência da filha, levando-a finalmente ao rei. Antes de ir, Xerazade diz à irmã, Duniazade, que lhe peça que conte uma história quando for chamada ao palácio do rei.
Xerazade, ao chegar na presença do rei, pede-lhe que permita a vinda de sua irmã, para despedir-se. O rei o permite, e Duniazade vem ao palácio e instala-se na câmara nupcial. Após o rei possuir Xerazade, Duniazade pede à irmã que conte uma história para passar o tempo. Após respeituosamente pedir a permissão do rei, Xerazade começa a contar a extraordinária "História do mercador e do gênio" mas, ao amanhecer, ela interrompe o relato, dizendo que continuará a narrativa na noite seguinte. O rei, curioso com o maravilhoso conto de Xerazade, não ordena sua execução para poder saber o final da história na noite seguinte. Assim, repetindo essa estratégia, Xerazade consegue sobreviver noite após noite, contando histórias sobre os mais variados temas, desde o fantástico e o religioso até o heróico e o erótico. Ao fim de inúmeras noites e contos, Xerazade já havia tido três filhos do rei, e lhe suplica que a poupe, por amor às crianças. O rei, que há muito havia-se arrependido dos seus atos passados e se convencido da dignidade de Xerazade, perdoa-lhe a vida e faz dela sua rainha definitiva. Duniazade é feita esposa do irmão do rei, Xazamã.

Origens e manuscritos

A mais antiga menção a um livro árabe das Mil e uma noites é um fragmento de um manuscrito do início do século IX em que se lê o título da obra e algumas linhas iniciais, em que Duniazade pede a um narrador não especificado que conte uma história. Mais dados sobre a existência deste livro e sua origem encontram-se nos escritos do historiadorAl-Masudi (888-957), que se refere a uma coleção de contos fantasiosos traduzidos do persa, sânscrito e grego, incluindo-se entre eles um livro persa chamado Hazār afsāna ("Mil histórias" em persa). Segundo Al-Masudi, a coleção era conhecida como "As mil noites e uma noite" em árabe e contava a história de "um rei, seu vizir, sua filha Xerazade e sua escrava, Duniazade". A existência desta tradução do persa ao árabe é corroborada pelo bibliógrafo xiita Ibn al-Nadim (m. 995 ou 998), que menciona o livro em sua obra Fehrest (ou Fihrist), escrita em 987-9883 . Ibn al-Nadim informa ainda que o livro possui menos de 200 contos, uma vez que cada conto ocupa mais de uma noite.
Manuscrito árabe utilizado por Galland em sua tradução das Mil e uma noites (séc. XIV ou XV).
Assim, uma versão árabe das Mil e uma noites, estruturada ao redor dos contos narrados por Xerazade para escapar da execução por Xariar, já existia no século IX e o núcleo de contos era derivado de uma
tradução da obra persa Hazār afsāna realizada talvez no século VIII. A história da traição do rei Xariar pela primeira mulher, que explica o comportamento do rei, não é mencionada por Ibn al-Nadim e provavelmente surgiu após o século X. Além da referência à tradução do persa ao árabe contida nos escritos de Al-Masudi e Ibn al-Nadim, uma evidência sobre a origem das Mil e uma noites é o fato de que os nomes dos personagens do prólogo são persas, como Xerazade ("de nobre linhagem"), Xariar ("príncipe" ou "rei"), Duniazade ("à deusa dēn glorificada") e Xazamã ("rei do seu tempo"). Por outro lado, a estrutura do prólogo das Mil e uma noites, em que é contada a história de Xerazade e Xariar e que cria o marco narrativo do livro, seguidos por contos estruturados em cadeia, com histórias dentro de outras histórias, é comum na literatura indiana e pode ter sido influenciada por esta. Por exemplo, a coleção de contos em sânscrito Panchatantra, compilada entre os séculos III a V dC, também está organizada ao redor de um narrador, neste caso um sábio que conta uma série de histórias de animais para três príncipes.
Os contos que compõe as Mil e uma noites são de diversas origens e foram sendo acrescentados e suprimidos ao longo da história da obra, sendo alguns possivelmente originários da Índia, outros da Pérsia e outros do mundo árabe. As mais antigas referências à obra não mencionam quais contos compunham a coleção e, uma vez que os manuscritos com contos que chegaram até a atualidade são já do século XV, é hoje impossível saber quais eram os contos que compunham as primeiras versões das Mil e uma noites, inicialmente derivados da obra persa Hazār afsāna. Sobre o estado inicial das Mil e uma noites o único que se pode afirmar com certeza é que a história básica de Xerazade e Xariar, que unifica a obra, já estava presente desde o século IX.
Os estudiosos acreditam que os manuscritos das Mil e uma noites que existem atualmente são derivados de reelaborações realizadas entre os séculos XIII e XIV no Médio Oriente, à época dominado pelos mamelucos. O mais famoso e um dos mais completos e antigos dos manuscritos é o utilizado por Antoine Galland para sua tradução publicada em 1704. Este manuscrito em três volumes, originário da Síria e conservado hoje na Biblioteca Nacional de Paris (arabe 3609-3611), data de meados do século XV (alguns pensam que é do século XIV) e contém um total de 282 noites. Há ainda um pequeno grupo de manuscritos relacionados a este aos quais se dá o nome de ramo sírio dos manuscritos, todos terminando na noite 282 e deixando incompleto o Conto do Príncipe Camaralzaman e da Princesa Budura. Um grupo de manuscritos mais recente, e diferentes linguisticamente do ramo sírio, foi compilado entre os séculos XVII e XVIII e constitui o chamado ramo egípcio, por serem em sua maioria provenientes desta região. Estes manuscritos, compilados em parte para atender à demanda europeia de histórias das Mil e uma noites após o êxito da obra de Galland, chegou ao número de noites do título, ou seja, mil e uma. A compilação egípcia mais moderna - datada da segunda metade do século XVIII e base de muitas traduções e edições posteriores - é referida como ZER (Zotenberg Egyptian's Recension; edição crítica egípcia de Zotenberg) em homenagem ao estudioso Hermann Zotenberg, autor de importantes estudos sobre esses manuscritos no final do século XIX. O termo "ZER" também é utilizado como sinônimo para o ramo egípcio.

Traduções e edições

A primeira versão em árabe das Mil e uma noites, redigida no século IX ou no século anterior, foi uma
tradução da obra persa Hazār afsāna, atualmente perdida. Pouco ou nada se conhece dos contos que faziam parte das primeiras versões em árabe, uma vez que estas são conhecidas atualmente apenas por pequenos fragmentos de texto e menções em outras obras e os manuscritos mais antigos da obra conservados atualmente datam já do século XV.
A primeira tradução a uma língua europeia foi realizada pelo orientalista francês Antoine Galland (1645-1715), que publicou entre 1704 e 1717 sua Mille et une nuits. A principal fonte para a versão de Galland foi um manuscrito sírio em três volumes, escrito em árabe, que terminava na noite 282 e não apresentava o final. Para completar a sua obra e aumentar o número de noites, Galland utilizou outros textos árabes, incluindo manuscritos egípcios (hoje perdidos) com os contos Príncipe Camaralzaman e a Princesa Budurae o Conto de Ganim. Galland também incorporou histórias que originalmente não se encontravam em nenhum manuscrito das Mil e uma noites conhecido. Uma é a história de Simbad o marujo, traduzida a partir de uma manuscrito árabe avulso. Outra fonte de Galland, segundo o próprio, foi um contador de histórias chamado Hanna Diab, um maronita de Alepo, que narrou-lhe contos como o de Aladim e a Lâmpada Maravilhosa e o de Ali Babá e os Quarenta Ladrões. Estes contos incorporados por Galland, e que aparentemente não formavam parte das Mil e uma noites original, tornaram-se extremamente populares e passaram a ser incluídos em manuscritos árabes e traduções europeias produzidas posteriormente.
Para os padrões atuais, Galland produziu uma tradução fantasiosa, mais uma recriação que uma tradução. Além das mistura de fontes para os contos, Galland omitiu e introduziu textos, alterou a fala de personagens e retirou os muitos versos poéticos dos originais. Além disso, Galland não explicitou com precisão que fontes utilizou para sua obra, o que dificulta seu estudo hoje. De qualquer forma, sua versão das Mil e uma noites foi imensamente popular e foi o ponto de partida para a influência da obra árabe no mundo ocidental e até mesmo na revalorização que os contos tiveram no mundo árabe.
Já no século XVIII o interesse despertado pela obra de Galland levou à busca de manuscritos mais "completos" das Mil e uma noites, uma vez que a fonte utilizada pelo francês terminava na noite 282. No Egito foram produzidas várias compilações de contos que eventualmente chegaram a abranger as 1001 noites do título, e baseados nestes manuscritos do ramo egípcio floresceram muitas edições e traduções ao longo do século XIX. Em língua árabe, a primeira edição impressa foi publicada em Calcutá em 1814-1818 (chamada Calcutá I), seguida de outras publicadas no Cairo em 1835 (Bulaq I), Calcutá em 1839-1842 (Calcutá II) e novamente Cairo em 1862 (Bulaq II). Com base nestas edições em árabe foram realizadas importantes traduções a línguas europeias, como ao inglês por John Paine (Londres, 1839-41), Edward Lane (1882-84) e finalmente Richard Francis Burton (Londres, 1885). A tradução deste último, chamada The Book of the Thousand Nights and a Night e publicada em 10 volumes, foi baseada em Calcutá II e tornou-se muito influente, além de escandalosa na Inglaterra vitoriana, uma vez que Burton, ao contrário de seu predecessor Paine, não censurou as cenas eróticas da obra e inclusive as enfatizou, enfrentando os costumes morais da época. Mais tarde, Burton publicou contos de outros manuscritos das Noites em um Suplemento publicado entre 1886 e 1888.

Algumas histórias

·                    O mercador e o Efreet
·                    O pescador e o Marid
·                    A História de Mobarak
·                    Aladim e a Lâmpada Maravilhosa
·                    A Aventura de Judar
·                    Almaz, o Príncipe Brilhante
·                    As Botas de Karam
·                    Ali Babá e os Quarenta Ladrões
·                    Aventura nos Sete Mares
·                    História do mercador e do gênio
·                    O Príncipe Narigudo
·                    Omar e Yasmin
·                    Os Príncipes do Oriente

·                    Simbad






É muito fácil...

É muito fácil pensar somente em si mesmo e não querer saber se irá prejudicar 1, 2 ou 9 pessoas.
É muito fácil mentir sem que as pessoas caluniadas estejam presentes para se defenderem.
É muito fácil pedir algo que alguém não deu permissão de ser divulgado a todos.
É muito fácil se fazer de vítima, quando soluções que não eram do agrado foram apresentadas e devidamente ignoradas.
É muito fácil desacatar sem medo de um dia se prejudicar.
Respeito é algo que vem de casa, do berço, de família. Se não se aprende quando criança a vida ensina quando adulto. #fato.
É muito fácil achar que se é tudo, quando na verdade não se é nada.
É muito fácil fingir ser amigo até o ponto que interessa e depois jogar fora não é?
Afinal, amizade de verdade é muito fácil de encontrar, não é mesmo?
Mas o melhor é ter os olhos abertos por essa mesma pessoa e não mais ser enganada. Isso é o que eu agradeço mais, um favor que me fez.
Então, fica um recado a quem ainda não percebeu: Sorrisos, carinhos e elogios podem e quase sempre são da boca para fora. Se preocupar com o outro, ajudar, e ser companheiro no time da vida isso, meu bem, isso é para poucos. Muito poucos.
Atenção, que esse episódio sirva de alerta. Se um dia nunca se magoou com alguém que estimava, pare e olhe bem. Na verdade ele se estimava mais do que a ti. Pois, pessoas que estão aí somente por si mesmas são as primeiras a perceberem que estão sós. Finalmente sós.

"Nós nascemos sozinhos, vivemos sozinhos, morremos sozinhos. Somente através do amor e da amizade podemos criar a ilusão por um momento que não estamos sozinhos."
Orson Wells

Fish

Fenix

Fenix

I Will Survive

At first, I was afraid, I was petrified. Kept thinkin' I could never live Without you by my side, But then I spent so many nights Thinkin' how you did me wrong. And I grew strong And I learned how to get along. And so you're back from outer space. I just walked in to find you here With that sad look upon your face. I should've changed that stupid lock, I should've made you leave your key, If I had known, for just one second, You'd be back to bother me. Well, now go! Walk out the door! Just turn around now, 'Cause you're not welcome anymore! Weren't you the one Who tried to hurt me with goodbye? Did you think I'd crumble? Did you think I'd lay down and die? Oh no, not I! I will survive! Oh, as long as I know how to love, I know I'll stay alive! I've got all my life to live. I've got all my love to give. And I'll survive! I will survive! Hey, Hey! It took all the strength I had Not to fall apart And trying hard to mend the pieces Of my broken heart. And I spent, oh, so many nights Just feeling sorry for myself. I used to cry, But now I hold my head up high! And you'll see me, somebody new, I'm not that chained up little person Still in love with you. And so you felt like droppin' in And just expect me to be free, But now I'm savin' all my lovin' For someone who's lovin' me! Go now! Go! Walk out the door! Just turn around now! 'Cause you're not welcome anymore! Weren't you the one Who tried to break me with goodbye? Did you think I'd crumble? Did you think I'd lay down and die? Oh no, not I! I will survive! Oh, as long as I know how to love I know I'll stay alive! I've got all my life to live. I've got all my love to give. And I'll survive. I will survive! Oohh.. Go now! Go! Walk out the door! Just turn around now! 'Cause you're not welcome anymore! Weren't you the one Who tried to break me with goodbye? Did you think I'd crumble? Did you think I'd lay down and die? Oh no, not I! I will survive! Oh, as long as I know how to love I know I'll stay alive! And I've got all my life to live. And I've got all my love to give. And I'll survive. I will survive! I will survive!

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Meus textos no Me, Myself and I

"Para obter algo que você nunca teve, precisa fazer algo que nunca fez".

"Quando Deus tira algo de você, Ele não está punindo-o, mas apenas abrindo suas mãos para receber algo melhor".

"A Vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não possa protegê-lo".

O Corpo Fala...

O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
E as tuas dores caladas ? como elas falam no teu corpo ? Mas cuidado....escolha o que falar, com quem, onde, quando e como !!! Crianças é que contam tudo , para todos, a qualquer hora, de qualquer forma. Passar relatório é ingenuidade. Escolha alguém que possa te ajudar a organizar as idéias, harmonizar as sensações e recuperar a alegria. Todos precisam saudavelmente de um ouvinte interessado. Mas tudo depende, principalmente, do nosso esforço pessoal para fazer acontecer as mudanças na nossa vida !!!

Colaboração de Dani D'Andrea

Água mole em pedra dura...

Água mole em pedra dura...

"Boas meninas vão para o céu.

"Boas meninas vão para o céu.
As más vão para qualquer lugar" H.G.Brown

Beijo BEM DADO!

Beijo BEM DADO!
13 de Abril - Dia do Beijo!

Robert & Kristen

Robert & Kristen
Essa foto é quente!!!

Pervert



Janet Cullen

Mulher Maravilha

Mulher Maravilha

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Robert Pattinson Ai Meu Deus!

Robert Pattinson Ai Meu Deus!
Niver: 13/05

If I Ain't Got You

Some people live for the fortune
Some people live just for the fame
Some people live for the power
Some people live just to play the game

Some people think that the physical things
Define what's within
I've been there before but that life's a bore
So full of the superficial

Some people want it all
But I don't want nothing at all
If it ain't you, baby
If I ain't got you, baby

Some people want diamond rings
Some just want everything
But everything means nothing
If I ain't got you

Some people search for a fountain
That promises forever young
Some people need three dozen roses
And that's the only way to prove you love him

Hand me the world on a silver platter
And what good would it be?
With no one to share
With no one who truly cares for me

Addicted

Addicted

Iemanjá


FREEDOM

FREEDOM
passarinho na gaiola não canta, lamenta.

Yes, I do

Yes, I do

Bruninho bonitinho...

Bruninho bonitinho,
Se vovozinho pegar
Você dormindo no

Meu sofazinho gostosinho,
Vai cortar seu pir*zinho!




TOMA! ! ! ! !


VINGANÇA!!!!!

Dresses, Shoes, Bags and Tenis

Mood

My Unkymood Punkymood (Unkymoods)

Seja antes de tudo Humano...

Seja antes de tudo Humano...
Com seu próximo!

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Bipolar

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