“Serás eternamente responsável por aquilo que cativas”
Esse foi o tema da festa de uma querida amiga. Mas o que isso significava em
1944, ano que foi escrito o livro O Pequeno Príncipe, de onde vem essa
expressão, é diferente do que significa hoje em dia. Hoje a maioria das pessoas
encara o cativar como uma mera questão de pontos. Quantas bocas beijei, quantas
pessoas seduzi, quantas namoradas (o) tive. E a essência do cativar? O
dicionário diz:
v.t. Tornar cativo;
prender, acorrentar.
Fig. Ganhar a simpatia, atrair, seduzir.
V.pr. Tornar-se cativo, perder a liberdade; enamorar-se.
Fig. Ganhar a simpatia, atrair, seduzir.
V.pr. Tornar-se cativo, perder a liberdade; enamorar-se.
Coisas
boas e não. Mas o mais importante é o enamorar-se. Isso ainda existe nesse
mundo? Parece que na minha geração isso é passado, as pessoas contabilizam
pessoas em vez de as conquistarem. É tudo tão frio, tão descartável, asséptico
quase. As promessas vazias ditas ao pé
do ouvido em momentos íntimos são o que? Palavras soltas ao vento da imaginação
de quem as ouve? Há verdade nessas palavras? Sentimentos? E quem ouviu e acreditou?
Faz o que? Sofre geralmente mais de uma vez e como ela se protege? Se fechando,
mais e mais e mais, até que ninguém mais consegue entrar. Às vezes, um coração
se fecha para todo o sempre, pois a decepção é tão grande que a pessoa não
suporta e passa a não mais acreditar. Conheço pessoas que já se fecharam e
mesmo vivendo a dois vivem vidas distintas. Eu mesma estou em luta comigo
mesma. Sei que não devo sofrer por quem não me mereceu ou me deu valor, sei que
não devo me fechar, pois um dia posso esbarrar por acaso em alguém e não
perceber. Mas a decepção é tão grande, que às vezes nos endurece e nos cega.
Nos cega para a coisa mais importante dessa vida que é o amor. Por que dela no
fim nada levamos a não ser o amor de quem cativamos e de quem nos cativou. Mas
como se ninguém hoje quer mais amar? E a gente se sente como a rosa do
príncipe, presa em uma redoma de vidro que nós mesmos criamos para nos
proteger, mas que também impede que cheguem até nós. Ninguém é perfeito, não é
e ninguém nunca será o que devemos fazer é viver com as imperfeições que as
pessoas tem e elas com as nossas. E como a rosa, é preciso suportar uma ou duas
lagartas se quisermos ver as borboletas.
“O essencial é invisível aos olhos”



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