terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Os melhores títulos de filmes estrangeiros para o português de Portugal

Oi gente!
Estou voltando de férias!!!! O blogg ficou parado essa semana, mas estamos aí em campo, para dar tudo de si, ajudar os companhero, por que vc sabe, o Blogg é uma caixinha de surpresas!!! sasddfdfdzuhauhauhauhauhuahauhuhaaahhhc c cof!
Mas, sério, estou voltando, para meus amigos fiéis e espero que 2009 seja bem legal para nós e para o Blog!
Bjs
Jane
Os melhores títulos de filmes estrangeiros para o português de Portugal

Publicado por Ilo Aguiar às 7:27 am em Cinema, Portugal
Nenhum filme é realizado por apenas uma pessoa. Mesmo assim, desde a concepção da idéia de Cinema de Autor, pela Cahiers du Cinema, é de praxe atribuir o desempenho de um longa ao seu diretor. Todavia, sabemos que raríssimas vezes o realizador possui pleno domínio da obra, uma vez que o produtor tem autoridade sob grande parte do projeto. As produtoras, em sua larga maioria, visam primeiramente recobrar o dinheiro investido e, obviamente, gerar lucro, não tendo assim, necessariamente, o esmero que o realizador teria na solução de algumas etapas do projeto.
Isso explica, em parte, as esdrúxulas traduções que os filmes ganham no exterior. Outras razões que me surgem seriam: falta de bom senso, burrice, falta de sensibilidade, falta de cultura geral, ou ainda, puro e simples sadismo.
Todo esse preâmbulo foi para dizer que, após uma extensiva e exaustiva pesquisa, de meses e meses, trago agora para você algumas das mais interessantes releituras de títulos gringos para o português lusitano. Eis o primeiro da série:

Categoria Expressões Lusas
À Boleia pela Galáxia (The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy, 2005).
Boleia Arriscada (Riding the Bullet, 2004).
Boleia Infernal (Backflash, 2001).
Boleia Mortal (The Hitcher, 2007).
O que é que uma ficção-científica, um suspense noir, um thriller e o horror de Stephen King possuem em comum?! Nos quatro algum personagem aceita uma carona (boleia) de estranhos e acaba entrando em grandes confusões.
Morre, Pinga Amor! (John Tucker Must Die, 2006).
Casados de Fresco (Just Married, 2003).
Separados de Fresco (The Break-Up, 2006).
Uma Sogra de Fugir (Monster-in-Law, 2005).
No Ceará, há duas acepções para a palavra fresco: do verbo frescar, aquele cidadão que fica de brincadeira, soltando piadinhas maliciosas, ex. “Não leve Fulano a sério, ele tá frescando com a tua cara”; e substantivo feminino que remete a uma feminilidade, uma baitolagem, uma viadagem, ex. “Sibite baleado, deixa de frescura e vem logo terminar o serviço que eu tô avexado” (mais sobre cearês, aqui). Obviamente que o sentido da palavra nos títulos acima é outro, no caso, de conotação temporal, ou seja, “recém-casados” e “separados recentemente”. Pinga-amor, uma das expressões mais originais que ouvi aqui pela terrinha, é a alcunha utilizada para designar os libertinos da estirpe de Don Juan. Ah, e que atire a primeira pedra que nunca teve “Uma Sogra de Fugir”…
Um Azar do Caraças (Knocked Up, 2007).
Grande Moca, Meu (Harold & Kumar Go to White Castle, 2004).
Uma Moca de fim-de-semana (Bachelor Party Vegas, 2006).
Grande Moca, Meu! A Fuga (Harold & Kumar Escape from Guantanamo Bay, 2008).
Super-Baldas (Superbad, 2007).
Sendo este blog uma casa de família, peço que vocês procurem o significado de moca em outro sítio. Reconheço que não fazia idéia que a palavra balda existia, pensava que os tradutores tinham tentado aportuguesa o termo para ficar “engraçado”. Se bem que continuo com essa opinião, já que balda é aquele cidadão gazeteiro e, se bem recordo, o trio maravilha do filme não falta nenhuma aula. “Um Azar do Caraças” é uma pérola, um verdadeiro achado. Curto, grosso, sem rodeios, apenas uma expressão que capta todo o estado de espírito de quando o casal recebe a notícias que de terão um filho. Haja sensibilidade!
Menções Honrosas:
Giras e Passadas (St. Trinian’s, 2007).
Giras e Terríveis (Mean Girls, 2004).
Um Sogro do Pior (Meet the Parents, 2000).
Uns Compadres do Pior (Meet the Fockers, 2004).
Uns Espartanos do Pior (Meet the Spartans, 2008).
Uma Questão de Nervos (Analyze This, 1999).
Outra Questão de Nervos (Analyze That, 2002).

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